quarta-feira, abril 23, 2008

CURIOSIDADES

O último dos auto-retratos de Vincent Van Gogh, in Google

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1) É fato suficientemente sabido que Vincent Van Gogh vendeu um único quadro em sua curta vida de 37 anos. Mas quem adquiriu esse quadro, "A Vinha Encarnada", ou "A Vinha Vermelha", ou, ainda, "O Vinhedo Vermelho", conforme a tradução do título original nos sítios pesquisados? E é relevante se saber a identidade do comprador? Como curiosidade, creio que sim. E, afinal, estamos tratando de alguém tido como um dos maiores expoentes da forma de arte que adotou, que não conseguia vender o que criava, apesar do empenho do irmão Theo. Hoje, quando um quadro de Van Gogh é arrematado em um leilão por uma fortuna não existe mais o interesse em saber a identidade do comprador, já que é dos pintores que mais atraem a cobiça dos colecionadores.

Mas quem foi que "fez essa caridade" a um dos mais torturados artistas que já existiram? Há coisa de dois meses ocorreu, em Londres, uma exposição de quadros só de pintoras, uma das quais era Anna Boch, da Bélgica, um país vizinho da Holanda de Van Gogh. A matéria sobre a exposição, que li no sítio da BBC Brasil, informava, de passagem, que foi ela que comprou o quadro.
2) O livro "Abdias", de Cyro dos Anjos (edição do Círculo do Livro, s/data), autor de "O Amanuense Belmiro", é narrado em forma de diário pelo personagem-título. Na página 14, Abdias fala da possibilidade de passar a guardar o diário no seu local de trabalho, para proteger o manuscrito de uma possível descoberta da esposa. E revela um estratagema criado por Tolstoi quando escrevia o seu diário. Transcrevo suas palavras: "Contam que o velho Tolstoi resolveu engenhosamente o problema do diário, fazendo dois simultâneos. Um, escrevia-o às claras e esquecia-o de propósito por todos os compartimentos da casa, para que a família nele saciasse a curiosidade; o outro, o verdadeiro, que continha confidências mais íntimas, era escrito em segredo e escondido nas botas". Muito sabidinho o autor de "Anna Karenina", não?
3) Alagoano de nascimento, mas radicado no Rio do século XIX, o poeta Guimarães Passos passou boa parte de sua vida lutando contra a tuberculose que o acometeu. Apesar da doença, ele continuava produzindo e chegou a escrever um livro, cujo título era Tratado de Versificação. Contemporâneo de Passos, o poeta Emílio de Menezes, que adotava a linha do poema satírico, ao saber, boêmio que era, em um bar, do próximo lançamento do seu colega, não se conteve e soltou este trocadilho: "Coitado do Guimarães! Há muito tempo ele tem tratado de ver se fica são.
4) "Domingo pé-de-cachimbo". Eis uma expressão que vem de longe e é grafada erroneamente. Até por escritores, como já vi em um livro de um autor aqui do Estado, que a utilizou como uma das epígrafes da obra. O correto é "Domingo pede cachimbo", o verbo pedir na acepção de querer, necessitar, e cachimbo na de ócio, descanso; ou seja, domingo é dia de a pessoa não trabalhar, mas se estirar em uma rede, fumando cachimbo. Ou cigarro, se preferir.

4 comentários:

TMara disse...

Meu "crido" amigo, por onde anda que tão aaprtado o encontro?
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Curioso seu texto e rico de detalhes numa bela narrativa escorreita como é a sua na nossa bela língua portuguesa.

Beijos de Abril solidário e por SER.

TMara disse...

desculpe a gralha:apartado e não aaprtado - pleos vistos estou aficar disléxica.........................................................
Bj

Zeca disse...

Olá, Sobreira!

Gostei muito destas "Curiosidades!. Desta vez, com alguns fatos sobre Van Gogh, um dos grandes mestres da pintura! Além dos demais, claro!, onde me divertí com a "artimanha" dos dois diários e do "tratado de ver se fica são". Já a origem da expressão "domingo pé-de-cachimbo", por mais pueril que pareça, eu nunca a imaginaria.

Tenha um ótimo final de semana.

Abraço.

tb disse...

Meu amigo: é bom vir e ler estas curiosidades em que fiquei a saber algumas coisas. O que é sempre bom. :)
beijo afectuoso