quarta-feira, julho 12, 2006
UM CONTISTA DO CEARÁ
domingo, julho 09, 2006
A NUDEZ DE SOPHIA
quarta-feira, julho 05, 2006
O MANUSCRITO DO PRÍNCIPE ( Il Manoscritto del Principe/2000)
domingo, julho 02, 2006
DUAS CRÔNICAS DE BERILO WANDERLEY.
sexta-feira, junho 30, 2006
OS DEZ MELHORES FILMES DO SEMESTRE
terça-feira, junho 27, 2006
ALMAS PERVERSAS (Scarlett Street/1945)
Inspirado, o que muitas vezes não ocorre, o título em português desse filme de Fritz Lang ("M, o Vampiro de Dusseldorf") , agora lançado em DVD. A perversidade, a maldade, até mesmo a crueldade, estão entranhadas nos personagens, e não apenas nos principais. Se o casal Katherine "Kitty" March (Joan Bennett) e Johnny Prince (Dan Duryea) explora, como pode, Chris Cross (Edward G. Robinson), que, como iisso não bastasse, é casado com uma megera, que o humilha e hostiliza a toda hora, este também não é nenhum mártir. Chris esconde de Kitty a sua profissão (caixa de um estabelecimento comercial), se fazendo passar por pintor, quando, na verdade, só exercita a pintura como um lazer na folga dos domingos. E acaba sendo levado a assassinar Kitty, depois de ser cruelmente humilhado e insultado por ela, ao descobrir sua forte ligação com Johnny.
"Almas Perversas" é uma grata surpresa para quem não o conhece. Subestimado na época do lançamento, revela-se, hoje, como um dos grandes filmes de Lang da sua fase americana. É um filme noir, aderindo às principais características do gênero, entre as quais a presença da femme fatale, à qual Joan Bennett se entrega com uma força e uma determinação admiráveis. O seu momente mais marcante é quando ela tem Chris aos seus pés, curvado (denotando o amor, que atinge o servilismo, por aquela mulher) , pintando-lhe as unhas. A expressão do rosto é a própria imagem da vamp, coroada por uma frase ambígua que diz naquele momento: "Isso vai ser uma obra-prima". Ela pode tanto estar se referindo ao fato de ter as unhas pintadas por um artista, como ao golpe que aplicou, instigada pelo amante/gigolô, assinando os quadros de Chris e, com isso, ganhando dinheiro, além de obter o reconhecimento da crítica.
Mas se Lang se apossa, com o brilh9 quase sempre presente na sua obra, das diretrizes do gênero noir, não deixa de retornar às suas raízes expressionistas, contando, para isso, com a estimável colaboração da fotografia de Milton Krasner. Isso ocorre perto do final, quando Chris, no quarto de um hotel barato, começa a ter alucinações, "ouvindo" frases do casal que o explorara. Como observou A.C. Gomes de Matos, no livro "O Outro Lado da Noite - O Filme Noir" (Editora Rocco/2001) , aí "Lang usa a técnica expressionista com toda a força, para mostrar o delírio do protagonista, dando a idéia de como soube combinar a imagem e o som". É o grande diretor fazendo lembrar alguns momentos de "M", sua obra máxima.
####################################
Aproveitando a oportunidade, convido os visitantes deste blogue, residentes em Natal, para o sarau sobre minha obra literária, a ser realiizado amanhã (dia 28), na livraria Siciliano, do Shopping Midway, a partir das 19 horas. Ficarei honrado com a presença dos que comparecerem.
domingo, junho 25, 2006
TERESA, TERESA
terça-feira, junho 20, 2006
MEUS MELHORES FILMES BRASILEIROS
sábado, junho 17, 2006
A POESIA DE BARTOLOMEU CORREIA DE MELO (1)
terça-feira, junho 13, 2006
UM EPISÓDIO NA DITADURA MILITAR
sábado, junho 03, 2006
NOMES DE MULHER
quarta-feira, maio 31, 2006
CONTO DE BARTOLOMEU CORREIA DE MELO
sábado, maio 27, 2006
DESENCANTO (Brief Encounter/1945)
quarta-feira, maio 24, 2006
O PROFESSOR ANTUNES
domingo, maio 21, 2006
UM POUCO DA POESIA DE BENÉ CHAVES
ESPECTADOR
No escurinho do cinema eu vi
o vagabundo com o belo gesto de ternura
aquela imagem de uma beleza pura
a florista sorrindo e vendo o amanhã
o rosto da adolescente de olhar afetuoso
a razão vencendo a intolerância.
Vi o afeto superando o ódio
lucidez e discrição na face de todos
aquela bela loura/ruiva me acenando
a morena instigante sempre palpitando.
Vi a gratidão e justiça como bens maiores
a mediocridade rejeitada/derrotada
também a mocidade estancada
a velhice longe e não amostrada
nossas vidas não deterioradas
o amor da mulher dada/amada.
Tudo isso eu vi, mas somente no
no escurinho de uma sala de cinema.
EXISTÊNCIA
De teu ventre intumescido
nascem certezas e incertezas.
Mas de teu dileto amor
mesclam-se esperanças e
contínuos desenganos.
E enquanto brotam desejos
ou ensejos
tu aparecerás incessante
ante o despojar da vida.
O nascimento como metafísica
sucessiva.
A morte como metáfora da
aurora perdida.
ambiguidade
entre tuas macias coxas
eu afogo minhas lágrimas
afago teu seio
pensando no amanhã
no anoitecer e amanhecer
de nossas e novas vidas.
EROTISMO
Em teu corpo pousarei
como um pássaro faminto
uma ave a aterrissar.
Despirei tuas vestes
beberei em tua pele
embevecido de aflição.
Sugarei desejos derramados
na ilusão de te possuir
desesperado como um órfão.
O silêncio a despertar astúcias
sussurando faíscas de amor.
E no duelo inevitável
duas existências feridas.
quarta-feira, maio 17, 2006
A M/AE E O FILHO
domingo, maio 14, 2006
DUAS MÃES, DOIS POETAS
Horácio Paiva ( Brasil, Rio Grande do Norte, 1945 - )
Mãe
devo-te este poema
que sempre
seguirei querendo escrever
esperei fazê-lo
em toda a minha vida
esperei o sol
e a lua
e ambos passaram
e voltaram
com palavras mudas
douradas e
pálidas
versos
trouxeram-me as estrelas
o mar
e os rios
versos que devolvi
aos livros
e ao tempo
que os prendia
Mas o teu poema
estava sempre
aquém e além do tempo
e a voz para escrevê-lo
não me pertencia
mas vi-o
em teu ventre
onde vi nascerem
as dimensões da vida
e as dimensões
de Deus
e se o amor triunfa
em caminhos infinitos
não pode haver começo
ou fim
para o teu poema.
POEMA À MÃE
Eugênio de Andrade (Portugal, 1923-2005)
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque jã não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes. as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelo.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura
ainda ouço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal.
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
quarta-feira, maio 10, 2006
FLORES PARTIDAS (Broken Flowers/2005)
domingo, maio 07, 2006
CAETANO E SEUS IRMÂOS
"Eu quero tocar fogo neste apartamento,
Você não acredita".
quarta-feira, maio 03, 2006
VELHO NUMA MANHÃ DE DOMINGO
Seu olhar abrange o pequeno trecho da rua,
paisagem que a retina fixou há muitos anos.
Mas talvez não seja para a rua
nem para os raros transeuntes
que o velho estenda os olhos dispensados de lentes.
Quem sabe se neles não permaneça um resto de brilho
provindo da lembrança de remotos domingos.
E não se sinta sozinho entre a algazarra dos familiares
que o deixaram isolado naquele domingo.
CINEMA - Os 90 anos de Glenn Ford
No último primeiro de maio o ator Glenn Ford chegou aos noventa. Ótimo ator, seu talento não foi bem aproveitado por Hollywood. Li uma vez um artigo de Paulo Francis em que, de pássagem, este se referia a um detalhe na expressão do rosto de Glenn Ford, que só ele sabia fazer. Não são muitos os seus filmes memoráveis, entre os pouco mais de cem que fez, incluindo trabalhos na TV. Seu filme mais famoso é "Gilda", em que atuava ao lado de uma esplendorosa Rita Hayworth. (Ele fez par com Rita em mais 4 filmes.) O mais cultuado, mas não o melhor de sua carreira. Para mim, o melhor é "Os Corruptos", de Fritz Lang. Outros filmes de destaque foram "Desejo Humano", também de Lang, baseado no romance "A Besta Humana", de Émile Zola", que já havia sido transposto para o cinema por
Renoir; "Sementes da Violência" (Richard Brooks), "Como Nasce um Bravo" (Delmer Daves), "Cimarron" (Anthony Mann). Gosto também do thriller "Escravas do Medo", dirigido por Blake Edwards, que se especializou em comédias (foi o diretor de todos os filmes sobre o atrapalhado Inspetor Closeau, na interpretação dlo grande Peter Sellers). Talvez um ou outro mais, de que não me lembro. Glenn Ford fez uma aparição especial no primeiro dos três "Superman" estrelados por Christopher Reeve. Talvez pouca gente saiba que ele não nasceu nos Estados Unidos, mas no Canadá. Aposentou-se em 1991, num filme para a tevê. Seu nome verdadeiro é Gwyllin Samuel Newton Ford.
